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sábado, 21 de janeiro de 2012

Pela internet é possível fazer cursos nas melhores universidades do mundo – sem sair de casa

http://revistaepoca.globo.com

Conteúdo com grife 

MARGARIDA TELLES

Educação (Foto: reprodução)

 
VETERANO  Daniel Avizu em sua empresa. Ele estudou inteligência artificial no site Khan Academy e se matriculou num curso de gestão em Stanford (Foto: Rogério Cassimiro/Época)

Fazer pós-graduação ou um curso de especialização no exterior é o sonho de muitos brasileiros. Questões como vistos, a impossibilidade de deixar o trabalho ou a família no Brasil e as altas mensalidades de instituições prestigiadas, como Harvard e Oxford, tornam esse projeto inviável para a maioria. Percebendo essa dificuldade, as faculdades criaram opções para levar parte de sua excelência de ensino para outros cantos do mundo, por meio da internet. Muitos cursos são de graça, como os 16 que a Universidade Stanford, nos Estados Unidos, acaba de tornar disponível aos visitantes de seu site. No final do curso, há avaliações e pode-se receber um certificado. Outras universidades de renome têm investido pesado em seus programas de educação à distância pagos e cresce o número de especializações adaptadas para esse modelo virtual. Agora, por preços mais acessíveis, é possível aprender com professores de Berkeley e Harvard, nos EUA, e de Oxford, na Inglaterra. Mas, assim como aconteceria em cursos face a face, para encarar esses programas é preciso entender inglês.
O ensino à distância é uma tendência crescente no Brasil e no mundo. De acordo com o teórico de negócios americano Clayton Christensen, até 2017 metade das aulas do mundo será ministrada de forma remota. Segundo o último censo da Associação Brasileira de Ensino à Distância (Abed), em 2009 mais de 600 mil brasileiros faziam cursos desse tipo no ensino superior. A maior parte deles em universidades nacionais. Mas o número de alunos que fazem pós-graduação em instituições no exterior cresce. Parte da expansão dessa modalidade de ensino se deve às empresas, que têm investido na educação continuada por internet para seus funcionários. “Além de o custo ser menor, o profissional não precisa sair do país”, afirma Fredric Michael Litto, presidente da Abed.
A especialização numa universidade estrangeira ajuda a valorizar qualquer currículo. Além disso, aulas sobre temas específicos podem servir como base para um novo empreendimento ou uma área que o profissional deseja dominar melhor. O economista Daniel Avizu, de 32 anos, encontrou a resposta para muitas de suas dúvidas em tecnologia no site da Khan Academy, um portal de ensino à distância especializado em ciências exatas. “O último curso que fiz foi de reconhecimento da linguagem natural, um segmento da área de inteligência artificial que eu precisava dominar para o meu trabalho”, afirma.
Ele está inscrito para cursar de graça o programa de gestão de empresas de tecnologia, recém-criado pela universidade americana Stanford. Steven Blank, professor que montou esse curso, ensina empreendedorismo há sete anos para os alunos de engenharia da universidade. Ele já criou oito empresas de tecnologia no Vale do Silício. “Um profissional como esse não existe no Brasil”, diz Avizu, que é sócio de uma companhia de tecnologia de segurança, a ZoeMob.
Programas de graduação no exterior precisam ser validados pelo MEC. Essa regra nem sempre vale para cursos livres ou de extensão, como o que Avizu fará. “Em 80% das profissões, o que conta é o conhecimento adquirido e a credibilidade da universidade estrangeira”, afirma Fredric Litto. Antes de escolher o curso, é fundamental avaliar como ele foi estruturado. Na página da universidade deve constar a descrição da disciplina, o programa das aulas, o nome do professor responsável e informações sobre as formas de avaliação. Também é importante verificar se existem canais para o aluno tirar dúvidas e que tipo de recurso tecnológico é necessário para acompanhar o curso.
Por fim, o estudante deve analisar se ele tem o perfil necessário para participar de um programa de educação à distância. Sem organização, comprometimento com os prazos e motivação, as chances de desistir no meio do caminho são enormes. Na dúvida, é aconselhável tentar primeiro um curso de poucas semanas, de preferência gratuito.
Ensino à distância de primeira 
Algumas das mais tradicionais instituições estrangeiras oferecem cursos em inglês de diversas áreas, com direito a tutoria, avaliação e certificado
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

5 motivos para você acreditar que Bill Gates é melhor que o Batman


Tio Bill? (Fonte da imagem: Reprodução/Frugal Dad)
A ideia de que Bill Gates é melhor do que o Batman parece uma brincadeira das mais absurdas, mas um belo infográfico construído pela equipe do Frugal Dad traz uma pilha de argumentos reais na tentativa de provar isso para você.
Nas últimas décadas, Bill Gates vem trabalhando para erradicar a poliomielite no planeta, melhorar o sistema educacional dos Estados Unidos, erradicar a malária, combater a fome, levar água potável a vilarejos africanos, aumentar o acesso de pobres a financiamentos e distribuir bolsas de pesquisa nas áreas de saúde, agricultura e educação.
Gates poderia torrar o dinheiro dele com mansões e carro luxuosos, mas resolveu salvar vidas – 5 milhões delas até agora, e esse valor continua aumentando. Abaixo você confere o resumo das informações. Para acessar o infográfico completo, clique neste link.

1. Vidas salvas

Bill Gates salvou 5,8 milhões vidas levando vacinas e cuidados médios para crianças de vários lugares do mundo.

2. Vidas a serem salvas

Ele espera salvar mais 7,6 milhões de vidas até 2019, todas de crianças com menos de 5 anos;

3. Metade de sua fortuna em doações

(Fonte da imagem: Media Aite)
Desde 2007, a fundação Bill & Melinda Gates (criada por ele e sua esposa) já doou 28 bilhões de dólares (isso mesmo, bilhões, o que corresponde a 49 bilhões de reais) para a caridade. O valor corresponde a 48% de seu patrimônio líquido;

4. Incentivando milionários a fazerem o mesmo

Bill Gates tem encorajado diversos milionários a doarem em nome de causas filantrópicas, criando a fundação The Giving Pleadge, onde podem se comprometerem publicamente a doarem metade do seu patrimônio liquido. O valor estimado em arrecadações chega a 357 bilhões de dólares (637 bilhões de reais).

5. Aliança mundial pela saúde

Bill Gates trabalhou com a Unicef, O Banco Mundial, as Nações Unidas e vários outros grupos para formarem a The GAVI Alliance (Aliança Global para Vacinas e Imunização, em tradução livre). Os esforços dessa fundação resultaram em empresas farmacêuticas produzindo vacinas com um custo menor. A redução varia entre 40 à 99% de seu valor original.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/bill-gates/17918-5-motivos-para-voce-acreditar-que-bill-gates-e-melhor-que-o-batman.htm#ixzz1jcgjdsQX

domingo, 15 de janeiro de 2012

A travessia de Dilma da tortura à vitória

Fácil, para ela, nunca foi. Dilma teve de superar todos os desafios que a vida colocou diante dela ao longo do caminho: a condição feminina numa sociedade machista, a militância na clandestinidade, a tortura, a cadeia, a luta tantas vezes áspera pela democracia, o desafio de participar do primeiro governo dirigido por um trabalhador no Brasil, a superação do câncer e uma campanha eleitoral duríssima, em que a candidata estreante enfrentou um dos mais experientes políticos do país. A chave para entender esta trajetória talvez esteja na citação do escritor João Guimarães Rosa, que Dilma escolheu para seu discurso de posse, em 1º de janeiro. No romance "Grande Sertão: Veredas", ela foi buscar o seguinte trecho:
"O correr da vida embaralha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí  afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem".
: A vida quer é coragem _ A trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil, escrito pelo jornalista Ricardo Batista Amaral e publicado pela Editora Sextante.

Fonte >  Balaio do Kotscho

Rosalba é reprovada por 58 por cento e Micarla por 89 por cento


A governadora Rosalba Ciarlini e a prefeita de Natal Micarla de Sousa não conseguiram reverter os índices de desaprovação nos últimos seis meses. Pesquisa Certus, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 002-2012, apontou que as gestões estaduais e municipais se mantém com os mesmos percentuais de desaprovação de seis meses atrás, considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Tanto a governadora Rosalba quanto a prefeita Micarla tiveram um pequeno crescimento na desaprovação, mas que se mantém dentro da margem de erro da pesquisa.
A governadora Rosalba Ciarlini é desaprovada hoje por 58,57% dos natalenses. Outros 25,71% aprovam a gestão. Dos 700 entrevistados da pesquisa, 13,14% não souberaram responder e outros 2,57% não responderam. No comparativo com a pesquisa Certus divulgada na edição da TRIBUNA DO NORTE do dia 10 de julho do ano passado, houve crescimento de quase três pontos percentuais na desaprovação, e a aprovação se manteve praticamente estável. Há seis meses, os números apontavam que Rosalba Ciarlini tinha a gestão desaprovada por 55,6% e era aprovada por 25,4%.
Já a prefeita de Natal Micarla de Sousa teve um pequeno crescimento na desaprovação. Na pesquisa Certus de seis meses atrás, a administração da capital  desaprovada por 88,6%. Dessa vez o estudo mostra que o índice de desaprovação chegou a 89%. A aprovação da prefeita teve uma pequena alta inferior a um ponto percentual, o que também se mostra dentro da margem de erro da pesquisa. Em julho de 2010, 7,8% das pessoas aprovavam a administração de Micarla. Dessa vez 8,57% disseram aprovar a gestão. No novo estudo, 1,71% não souberam responder sobre a administração da prefeita e outros 0,71% não responderam.
Índice de "péssimo" do governo chega a 22%
Diante da pergunta sobre como avalia a administração, em uma escala de "ótimo" a "péssimo", a pesquisa Certus apontou que 43,29% das pessoas classificaram o governo Rosalba Ciarlini como "regular". Apenas 3,43% consideraram ótimo e 15,43% disseram ser uma administração boa. Já no conceito de ruim foram 12,86% e outros 22% dos entrevistados disseram ser a gestão péssima.
No caso da prefeita de Natal Micarla de Sousa, o alto índice de desaprovação é estampado também na classificação da administração. 65,14% das pessoas consideram a administração da gestora da capital péssima e outros 14% dos entrevistados disseram ser "ruim". A administração de Micarla é considerada ótima por apenas 1,71% das pessoas e boa por 3,71%. Na pesquisa Certus 14,86% consideram a administração de Micarla regular.
A pesquisa Certus também apontou as aprovações das gestões municipal, estadual e federal dividida por zona da capital potiguar. No caso da governadora Rosalba Ciarlini a maior desaprovação ocorre na zona Oeste. Naquela região ela é desaprovada por 62,7% das pessoas. A maior aprovação da gestão estadual é na zona Leste, onde 27,62% dos entrevistados disseram aprovar a gestão.
Já a prefeita de Natal Micarla de Sousa tem o maior índice de desaprovação na zona Sul, onde 92,5% das pessoas disseram desaprovar a gestão. Na zona Leste está o maior índice de aprovação da gestão municipal, com 14,29% dos entrevistados dizendo aprovar a administração. Sobre a prefeita de Natal, a pesquisa Certus  fez uma extratificação por religião e mostrou que a aprovação da prefeita entre os evangélicos alcança o dobro do índice verificado entre os católicos.
Governadora considera que percentual é o esperado
A governadora Rosalba Ciarlini avaliou que os índices de desaprovação da sua gestão, chegando a quase 60%, já eram esperando devido ao ano difícil de 2011. "Encontramos o Estado em uma situação difícil economicamente. Para recuperar o equilíbrio financeiro tivemos que adotar algumas medidas que desagradaram alguns setores, como o funcionalismo (no caso da não implantação do plano de cargos carreiras e salários). Mas o importante é que o Estado está recuperando o equilíbrio financeiro a ponto de ser considerado pelo Tesouro Nacional como o melhor Estado do Nordeste em recuperação financeira", destacou a governadora Rosalba Ciarlini. Ela citou que houve uma redução nos gastos do Governo do Estado,mas, em contrapartida, já foi possível oferecer alguns reajustes, como o caso do magistério, que passou a receber o Piso Nacional do Professor. "Aplicamos um reajuste de 34% no salário dos professores", destacou a chefe do Executivo.
Como medidas de redução de gastos ela citou 43% de diminuição no número de diárias, no comparativo com 2010 e 6,8 milhões de litros de combustível no ano. "Conseguimos economizar 18mil litros de combustível por dia", ressaltou a chefe do Executivo. Ela citou também as medidas para recuperar  a credibilidade do Estado junto ao Ministério do Esporte, Governo DFederal e Fifa, conseguindo viabilizar a Copa do Mundo em Natal.
O secretário municipal de Comunicação,  da prefeita Micarla de Sousa afirmou que o Executivo não comentará pesquisa. Mas destacou que "a prefeita tem se dedicado a um planejamento estratégico e antecipar vários investimentos importante que a cidade terá".
O secretário citou o exemplo das obras de mobilidade da Copa do Mundo, "que serão iniciadas em fevereiro". Jean Valério também afirmou que a Prefeitura fará  a recuperação das avenidas da cidade e a conclusão da "modernização da saúde, com mais uma Unidade de Pronto Atendimento.
- www.tribunadonorte.com.br

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

RATOS NO SENADO ADO ADO... CADA UM NO SEU QUADRADO


O Senado Federal deu início a um trabalho de desratização e dedetização na casa. Desde a sexta-feira a tarde, alguns funcionários da casa foram dispensados. É que empregados da limpeza relatam terem visto ratos enormes em algumas dependências da casa. Nossa... será??
Os empregados relataram que uma funcionária teria sido mordida nesta semana por um roedor, enquanto trabalhava.
Os gabinetes de pelo menos dois senadores estão passando pela dedetização. Quem trabalha na casa há mais tempo diz que já viu outros episódios de infestações de ratos, baratas e até escorpiões no Congresso.  

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Sete Vidas

Sete Vidas - A Arte de Conciliar Vida Pessoal e ProfissionalHoje, conhecedor de minhas Sete Vidas, já não sei mais se me exijo à altura do que desejo. Sei apenas que me espero na medida exata do que eu preciso.

Por Tom Coelho

"Até a morte, tudo é vida”. (Cervantes)

Pesquisa recente da Fundação Dom Cabral, respondida por 952 profissionais dentre as 500 maiores empresas brasileiras, apontou a busca do equilíbrio entre vida profissional e familiar como a maior fonte de angústia dos executivos, com 31% das respostas (6 pontos percentuais acima do resultado de 2003). As demais preocupações levantadas são: capacidade de ter emprego (18%), segurança pessoal (9%), gestão da empresa (9%), disputas pelo poder (8%) e ações do governo (8%).

Embora os resultados acima sejam significativos e inquestionáveis, minha experiência pessoal ensinou-me que família e carreira constituem apenas dois de sete pilares que nos sustentam. Os demais são representados pela saúde, a cultura, a comunidade, a matéria e o espírito. A este conjunto denominei “Sete Vidas”.


O conceito inerente às Sete Vidas consiste em buscar a felicidade a partir do equilíbrio entre estes aspectos que governam nossa passagem por este mundo. A questão é que não nos apercebemos disso e cultivamos o hábito de priorizar ora a vida profissional, com objetivos meramente materiais, ora a vida afetiva, entregando nosso destino nas mãos de outrem. No primeiro caso, temos os workaholics; no segundo, os passionais. Em ambos, encontramos o desequilíbrio, acompanhado num futuro, próximo ou distante, da frustração, da desilusão e da melancolia.

Quando cuidamos de nossos negócios (ou do negócio dos outros, com atitude empreendedora) costumamos assumir uma postura extremada, engajando-nos de corpo e alma, labutando 14 horas diárias, negligenciando nossa saúde, familiares, vida social e cultural.


Os dias tornam-se curtos, insuficientes para a realização das atividades propostas.
O almoço mostra-se supérfluo. Dorme-se pensando nas duplicatas vencidas e a vencer, nos clientes que deixaram de ser atendidos, nos atrasos na linha de produção. Dificilmente lembramo-nos dos aspectos positivos, do que aconteceu de bom naquele dia. Os problemas são recorrentemente mais pujantes.

Os finais de semana são comemorados no escritório ou em casa, porém regados a “trabalho atrasado”. Sentimo-nos quase reféns de uma espiral interminável, mas sempre com a impressão de que ela está por findar-se. “Em três meses poderei tirar férias”, ou ainda, “Estou concluindo esta etapa de crescimento da empresa em uns seis meses e então poderei trabalhar menos”. Você já disse frases similares a alguém (ou a si mesmo) recentemente?


Enquanto isso,
a vida vai passando. Seus filhos crescem e você deixa de participar de suas apresentações na escola, no clube, da perda de seu primeiro dente. Seus relacionamentos pessoais desgastam-se, namoros perdem o encanto e casamentos são rompidos. A dieta saudável e as atividades físicas ficam relegadas a um segundo ou terceiro plano.

Sempre que escrevo algo o faço na esperança de que o leitor tire proveito de uma única frase que seja. Se isto ocorrer, terei cumprido meu objetivo.


De todos os contatos que tive com profissionais variados, impressionou-me observar como
a maioria dá-se conta de aspectos como os mencionados anteriormente apenas após 45, 50 anos ou mais. Nesta fase da vida, realizaram-se profissionalmente, mas uma lacuna em suas vidas pessoais deixou flancos que infelizmente não podem mais ser preenchidos, pois ficaram no passado. Sob este prisma, são ricos materialmente, mas estão pobres.

O ensaísta francês André Gide, disse certa feita: “Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar”. Por isso, o que apresento a seguir será percebido por muitos como elementar. A virtude maior está menos no conteúdo e mais na forma. Ter a consciência, integrar, conciliar e harmonizar estas sete vidas pode significar o caminho mais curto, a menor distância para você encontrar o sucesso e a felicidade.



Vida 1 – Saúde e Esporte


Seu corpo em primeiro lugar. Não é uma questão de egoísmo ou de narcisismo, mas de necessidade. Mantendo-se bem você estará apto a buscar o melhor em todas as suas demais vidas. Se não tomar conta de seu corpo, onde vai viver? Você pode optar por passar metade de sua vida arruinando sua saúde desde que esteja disposto a transcorrer a outra metade tentando restabelecê-la. Henri Becque pontuou assertivamente: “A liberdade e a saúde se assemelham: o verdadeiro valor só é dado quando as perdemos”.


Por isso, cuide-se. Alimente-se bem, fazendo ao menos quatro refeições diárias, adequadamente balanceadas. Beba dois litros de água ou sucos por dia e durma o número de horas que seu corpo solicita – 6 horas ou menos para alguns, 8 horas ou mais para outros. Procure estabelecer uma regularidade em seus horários. Em outras palavras, se for para dormir às duas horas da manhã, porque você apresenta um melhor rendimento durante a madrugada, faça-o sempre. Se o seu metabolismo mostra-se desejoso pelo almoço apenas às três da tarde, está ok. Em suma, não brigue com seu biorritmo. Faça as pazes com ele. E obrigue-se a um check-up anual, visitando do dentista ao cardiologista. Prevenção custa menos e apresenta resultados mais favoráveis.


Além de seguir a receita acima, lembre-se de praticar esportes. Truco e halterocopismo estão descartados. Você terá que encontrar uma atividade física capaz de mexer com seus pulmões e seu coração, praticando-a com freqüência. Pode ser uma caminhada diária, um futebol com os amigos duas vezes por semana, uma visita ao clube com seus filhos e amigos num domingo. Realmente não importa. Escolha uma opção que lhe seja agradável – busque prazer no que vai fazer ou não conseguirá dar continuidade, correndo o risco de frustrar-se.


Pare de fumar, ou troque o cigarro por um bom charuto eventual, ou fume menos. Seja criterioso com as bebidas alcoólicas. Escolha suas “baladas” com sabedoria, tirando o máximo proveito de cada investida. Aprenda a observar sua respiração, especialmente nos momentos de exaltação e atente para uma boa postura ao caminhar e ao assentar-se. Pratique a meditação ocidental, reservando alguns instantes ao final do dia para refletir sobre as coisas boas que lhe aconteceram.


E sorria. Cultive o bom humor, o olhar confiante e o sorriso autêntico, mesmo diante das adversidades. Sua visão, outrora turva, tornar-se-á espantosamente lúcida. Existe um velho ditado entre os pilotos: “O principal é fazer o avião voar”. E para tanto, não basta conhecer de navegação: é necessário ter um bom equipamento.



Vida 2 – Família e Afetividade


A coisa mais importante da vida é saber o que é importante.
E apesar de o trabalho ser muito relevante, as coisas mais fundamentais são a família e os amigos.

Muitos têm grandes famílias – aquelas em estilo italiano. Alguns, famílias reduzidas aos pais e irmãos. Outros, famílias distantes, na geografia ou na memória. Independentemente de onde você se situe, cuide bem de todos eles. Seja a nona, com sobrinhos, primos e toda uma árvore genealógica em volta; sejam os pais idosos, aposentados ou na ativa; sejam irmãos, com os quais tanto se discute e discorda; sejam entes queridos, presentes apenas em filmes super-8, retratos em preto-e-branco, cartas amareladas pela ação do tempo. Respeite e aprecie suas origens.


Aproveite hoje para dizer o quanto ama seus pais, sem medo de parecer clichê. Infelizmente, pode não existir chance melhor para isso. Telefone, peça perdão e aprenda a perdoar. Descubra o poder de um abraço revestido de ternura e sinceridade. O dinheiro pode trazer conforto, mas não constrói uma boa família.


Dê toda a atenção possível a seus filhos, se ou quando os tiver. A melhor herança que podemos dar-lhes são alguns minutos diários de nosso tempo. Eles precisam de nossa presença mais do que de nossos presentes. Diz um provérbio latino: “Bendito aquele que consegue dar a seus filhos asas e raízes”. Nossa postura profissional pode estimulá-los a criar asas, vislumbrando sonhos e um futuro brilhante. Mas apenas a convivência será capaz de criar as raízes dos valores e da cultura que embasarão adequadamente estas visões.

Compartilhe cada pequena vitória do desenvolvimento deles. Elogie-os constantemente. Policie-se no uso da palavra não – você pode negar algo de forma construtiva, propondo-lhes alternativas. Brinque com eles de cavalinho no meio da sala, atire travesseiros quando estiverem no quarto – e aproveite para ensiná-los a colocar tudo em ordem depois. Cole os desenhos deles nas paredes da garagem, do corredor e de seus quartos como se fossem obras-primas – você ficará admirado com o brilho orgulhoso que irá reluzir daqueles pequeninos olhos. Participe de suas atividades escolares, das festinhas de aniversário dos colegas e beije-os antes de dormir, mesmo que ao chegar eles já estejam no sétimo sono.


Cultive também seus amigos – não estou falando de networking, são coisas bem diferentes. Aprendi com Richard Edler que não se constrói um relacionamento por telefone ou e-mail. Sempre existirá a necessidade de se fazer as coisas “cara a cara”, pois as pessoas acreditam em quem elas vêem regularmente. Por isso, mantenha contato com seus amigos. Não deixe que as relações se percam. Como disse Dave King, um bom amigo é como um bom cachorro – com ambos é preciso dar uma volta e exercitar-se regularmente. E, citando Fred Kushner: “Eu deveria ter visitado mais meus amigos e lhes contado como me sentia em vez de só encontrá-los em enterros”.


Um telefonema inesperado para quem não se vê há muito tempo é incrível, mas você não imagina o poder que um telegrama tem! Passamos pelos mensageiros, percorremos os telégrafos, conhecemos o telex e o fax, vivemos através do e-mail e logo estaremos no uso da telepatia. Mas nada supera uma mensagem escrita, meio antiquada, com aquelas letras Times e os erros de digitação da atendente (nestes casos, resista à tentação de enviar o telegrama pela Internet).


E, finalmente, cuide de seu coração. Não do nível de colesterol e triglicérides – isso você já fez na sua primeira vida – mas do nível de ansiedade, de desejo, de paixão. Procure escolher as pessoas certas, mas também não tente escolher muito. Seja seletivo, porém flexível. Faça de seus relacionamentos fontes de alegria e prazer. Nietzsche dizia que as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas com base no diálogo. Assim, se você se imagina conversando agradavelmente, daqui a vinte e cinco anos, com a pessoa que está a seu lado hoje, é porque este é seu companheiro ideal.


Valorize virtudes, seja condescendente com os defeitos. Seus e dos outros. Abdique de amores impossíveis ou não correspondidos – ou aprenda, por opção, a conviver com eles, evitando penitenciar-se. Nunca haverá sentimentos únicos, pois eles estão sempre em mutação.



Vida 3 – Carreira e Vocação


Robert Wong lembra com muita propriedade que você deve aprender a distinguir trabalho, emprego, profissão, carreira e vocação, além de uma outra categoria ainda mais nobre chamada missão de vida. Você iniciará sua vida com um mero trabalho que poderá ganhar status de emprego, conferindo-lhe maior segurança. Então você resolverá estudar e dedicar-se ao seu ofício, transformando a labuta em profissão. Olhará então para acima da linha do horizonte e decidirá ir mais além, criando seu próprio plano de carreira. Mas a verdade surgirá quando você permitir-se ouvir o que sua voz interior tem a lhe dizer. Aquele sussurro divino que vem desestabilizá-lo quando sua carreira parece tão próspera. Exatamente quando você conquistou poder e bens materiais, mas não consegue entender o porquê de certa frustração latente todos os dias ao voltar para casa. Aquela voz é sua vocatione, o chamado de Deus, dizendo-lhe para mirar não onde está o dinheiro, não onde está o poder, não onde está o status, mas onde está a felicidade – e onde você encontrará todas aquelas outras coisas que lhe cercavam antes, porém as usufruirá com um olhar maroto, um sorriso de canto de boca e uma sensação de alívio bem dentro do peito.


A tão desejada competência é fruto de conhecimento, de habilidades e de atitudes. O conhecimento você adquire a partir do estudo. As habilidades são desenvolvidas através da destreza, do treino, da prática continuada. Mas o que realmente faz a diferença, num mundo onde todos estão comoditizados, são as atitudes.


Os principais atributos de um profissional com atitude empreendedora são: iniciativa, exigência por qualidade, comprometimento, ousadia, persistência, criatividade, curiosidade, independência, autoconfiança, liderança, planejamento, capacidade de persuasão, de estabelecer e cumprir metas, de administrar o tempo e de promover seu marketing pessoal.


Todas as pessoas bem sucedidas são unânimes em afirmar que chegaram onde estão porque aprenderam a gostar do que fazem. Este é um pressuposto básico. Sem prazer e entusiasmo, não há produtividade no trabalho, não há paixão no beijo.


Trabalhe muito, mas principalmente inteligentemente. Seja verdadeiro, mas esteja atento às armadilhas dos escritórios. Desenvolva relacionamentos cordiais e invista em sua rede de contatos. Aprenda a planejar, estabelecer – e escrever – metas factíveis e desafiadoras e procure enxergar-se dali a um, cinco, dez e vinte e cinco anos. Administre seu tempo para dar o melhor de si sem comprometer suas demais vidas. Parafraseando Augusto, “Apressa-te devagar”. Se o deadline chegou, mude-o, pois a maioria dos prazos são artificiais e flexíveis. Os viciados em trabalho estão sempre seguros de que têm apenas esta vida – além de um copo d’água e quatro horas de repouso, é claro.


Evite levar os negócios para casa. Aprenda a separar sua vida profissional de todas as suas outras vidas. Mantenha-se num equilíbrio saudável. Acenda e apague as luzes. Pessoas e lâmpadas têm uma durabilidade maior com esta prática. Trabalhe com paixão e com entusiasmo. Com amor e com empolgação. Mas lembre-se: o trabalho irá esperar enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando.



Vida 4 – Cultura e Lazer


Sua quarta vida é um complemento natural da anterior. Sua carreira não é construída apenas pelo seu dia-a-dia no trabalho. É, na verdade, fora dele que você se projeta. Para auxiliar o processo de descoberta de sua vocação você deverá investir em conhecimento e autoconhecimento. Ler jornais, revistas, livros, gibis e bulas de remédio. Ouvir rádio e ver televisão. Saber dos planos de guerra dos EUA e do último eliminado no reality show tornarão você mais sociável e interessante para outras pessoas, pois lhe permitirá conversar sobre tudo e com todos.

Assista a filmes no vídeo e no cinema, vá ao teatro, a shows, bares, museus, exposições. Aprenda uma nova palavra em outro idioma todos os dias e faça cursos diversos, desde especializações em sua área, até culinária, massagem e pintura. Desenvolva novas habilidades. Utilize mais a mão direita se você for canhoto e coloque suas calças a partir da perna esquerda pela manhã. Mexa com seus sentidos.
E tire férias com regularidade, sem confundir um final de semana emendado com férias de verdade de, no mínimo, dez dias. Nestas ocasiões, esqueça o notebook e o celular e leve junto sua família. E, o mais importante, leve junto você.


Vida 5 – Sociedade e Comunidade


O homem é um ser social e deve aprender não apenas a viver, mas também a conviver. Por isso, busque a integração em seu meio. Participe das happy hours com seus colegas de trabalho, das reuniões de condomínio, do bingo beneficente da escola. Convide um casal de amigos para jantar, leve-os para ir juntos ao clube ou para jogar carteado.


E integre-se na vida comunitária, exercendo sua solidariedade na medida de suas possibilidades. Você poderá começar doando sangue, evidentemente se preencher os pré-requisitos necessários. Poderá visitar creches ou asilos ou apenas participar de uma campanha para arrecadação de agasalhos ou alimentos. O menor ato será sempre grandioso. Responsabilidade social é uma ação consciente e voluntária, mas comprometida com os impactos decorrentes. E não se deixe enganar: solidariedade pratica-se no dia-a-dia, com uma palavra de carinho e conforto a quem está entregue à melancolia e é colocado diante de você pelo Homem lá de cima...

Vida 6 – Bens e Possessões


É, a vida material existe sim, é claro. Muitos que escrevem sobre comportamento parecem desejar negligenciar este aspecto e acabam por reduzir a credibilidade de suas argumentações.


A maioria de nós, mortais, associa a felicidade ao bem-estar, este ao conforto, este à posse de bens materiais. Guardadas as devidas proporções, cada qual tem suas ambições, seus desejos. Não há nada de errado em se desejar morar bem, ter um belo carro, roupas de fino corte, mesa farta. Ao contrário, devemos mais é promover a prática desta ética protestante. A maior inquietude está no fato de tantos privilegiarem a sexta vida em detrimento de todas as demais, buscando a acumulação de riqueza como finalidade em si mesma.

Como bem nos alertou Tom Morris, a grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, e sim querer aquilo que conseguimos.

Vida 7 – Mente e Espírito


A última das sete vidas deveria ser, na verdade, a primeira. Mas prefiro tratá-la como a cobertura do bolo de chocolate: coloca-se ao final, mas saboreia-se primeiro. Se você deixar de lado a cobertura, não vai sentir assim tanta satisfação com o bolo, por mais tenra e macia que esteja a massa. Por outro lado, se comer cobertura demais, poderá experimentar terríveis dores abdominais – daí porque o beato acaba sendo persona non grata.


Paulo Coelho foi emblemático ao afirmar que “A fé é uma conquista difícil, que exige combates diários para ser mantida”. Acostumamo-nos a exaltar a presença divina por força de nossas dificuldades, mas raramente o fazemos para enaltecer nossos méritos.

A sétima vida é base para todas as outras. É a vida que contempla o mundo dos valores, do caráter, da ética e da moral. Ainda que você não tenha se encontrado dentro de nenhuma doutrina específica, sua crença particular está dentro de você. Mesmo para o agnóstico, seu cérebro é seu refúgio. As religiões, disse Gandhi, são como caminhos diferentes que convergem para um mesmo ponto. Que importa que tomemos itinerários diferentes, desde que cheguemos à mesma meta? Por isso, explorem este sentimento. Necessitamos da fé para transpor obstáculos, para nos superarmos, para nos compreendermos.

Palavras Finais

A verdade está no caminho do meio, disse Sócrates. Por isso o equilíbrio tem o poder de trazer a felicidade. Fumar dois maços de cigarros diariamente com certeza custar-lhe-á um enfisema, mas um bom charuto com os amigos será muito prazeroso. Beber em demasia poderá causar-lhe desde um acidente de trânsito até uma cirrose, mas uma taça de vinho no jantar contribuirá positivamente com sua saúde. Todos os excessos, até mesmo o amor obsessivo, o sexo compulsivo, acabam sendo tratados, em última instância, como assunto de cunho médico...


Os dois únicos fatos verdadeiros na vida são que você nasce um dia e vai morrer em algum outro dia. O que acontece entre essas duas datas depende de seu modo de vida. Por isso, tente apreciar as coisas simples. Aprenda a dizer NÃO. Lembre-se de que pequenas coisas só afetam mentes pequenas e que somente quem pensa grande também erra e acerta grande. Reconheça sempre o que já conseguiu, deixando de mirar no que você não tem: a inveja destrói a felicidade e a gratidão a assegura. Aceite o perfeccionismo não como uma virtude, mas como um excesso, pois mesmo os campos mais verdes têm partes queimadas, ou seja, nada é perfeito. Você não será nada se quiser ser tudo.

Dia destes deparei-me com uma frase, esta de Jay Chiat, que dizia: “Passei minha vida procurando ordem e produzindo o caos”. A partir de então me coloquei a investigar porque estávamos sempre tão distantes do aclamado equilíbrio. Foi quando percebi que não bastava buscar a ordem em um único campo do conhecimento. Não bastava obter o equilíbrio em apenas um dos papéis desempenhados na minha vida pessoal. Era preciso identificar todos os papéis, ouvi-los e harmonizá-los. Do contrário, a vida seria um eterno recomeço.

Hoje, conhecedor de minhas Sete Vidas, já não sei mais se me exijo à altura do que desejo. Sei apenas que me espero na medida exata do que eu preciso.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A ÁRVORE DOS TUCANOS TÁ CAINDO

Diante do silêncio absoluto da mídia canalha, se tornou obrigação cívica divulgar o livro A Privataria Tucana (Geração Editorial), do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A reportagem é uma porrada.
É o velho esquema de sempre: Rede Globo, Veja, Folha de S.Paulo e adjacências se calam quando acusações, por mais graves que sejam, como é o caso, atingem seus aliados. Para os amigos, as manchetes; para os inimigos, os editoriais. Ou o contrário, tanto faz.
A blindagem às falcatruas cometidas pelo tucanato atravessa década. Há muito é caso de polícia. No mínimo, os donos dos grandes veículos de comunicação deveriam ser intimados a depor no Congressso Nacional, junto com os ladrões que protegem.  A omissão é criminosa, fere todos os princípios da liberdade de imprensa que esses safados tanto defendem quando lhes convêm.
Um fato precisa ficar claro, e ser repetido à exaustão: a venda de estatais durante o governo FHC foi o maior assalto aos cofres públicos da história deste país. O famigerado Mensalão é troco de pinga. Jamais duvidem disso.
Foram bilhões de dólares desviados, lavados, propinados e roubados do povo brasileiro. Não faltam denúncias, documentos, provas, testemunhas. O que falta é vergonha na cara das elites que insistem em varrer esse lixo para debaixo de seus tapetes sujos. São cúmplices.
Outro livro, histórico, também ignorado pelo silêncio ensurdecedor dos barões da imprensa, foi escrito pelo nosso maior jornalista econômico, Aloysio Biondi, em abril de 1999: “O Brasil Privatizado”. Segundo ele, a conta do prejuízo é assustadora: R$ 87,6 bilhões não entraram ou saíram dos cofres públicos durante o processo de privatização. Não ficamos com um único centavo.
O livro de Biondi vendeu 130 mil exemplares. Você não leu errado: foram 130 mil exemplares vendidos. Sem que uma única linha ou comentário saísse nos grandes veículos de comunicação. Fazem parte da quadrilha.
O povo não é bobo. Em apenas quatro dias, o fenômeno se repete e a obra de Amaury Ribeiro esgotou seus 15 mil exemplares e já parte para uma segunda edição. Um belo tapa na cara da tucanagem corrupta! Denúncia em CPI do PT é refresco. Vamos ver se agora a casa cai. Podre, já está faz tempo

 

Marco Antonio Araujo

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

covardia e força X serenidade


Dilma sendo interrogada por militares (cobrindo o rosto). Isso é bravura? –  o olhar dela, as mãos a pose na cadeira quem era mais forte aí? Isso aos 22 anos.  Por isso é que me orgulho de ter Dilma presidenta.
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