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domingo, 1 de maio de 2011

A SAÚDE DA PRESIDENTA DILMA

Dilma está com pneumonia leve

Diagnóstico foi feito no Hospital Sírio-Libanês na tarde neste domingo a presidenta já foi liberada pelos médicos.
A presidenta da República, Dilma Rousseff, está com pneumonia leve no pulmão direito. O diagnóstico foi dado depois que a presidenta passou por exames no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, neste domingo. Ela já recebeu alta e deve voltar para Brasília amanhã de manhã.
Segundo a assessoria do Planalto, a presidenta passa bem e deve manter sua agenda de compromissos de segunda-feira, que inclui uma reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, às 11h, e um encontro com o ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, às 15h.
Dilma já apresentava sinais de gripe desde o início da semana. Por isso, cancelou parte dos compromissos e teve a maior parte da agenda ocupada por “despachos internos”.
Na sexta-feira, por exemplo, a presidenta era esperada no Fórum Econômico Mundial para América Latina, no Rio de Janeiro, mas não compareceu. Ela também adiou uma reunião com o ministro Bitterncourt e desmarcou sua ida ao evento das centrais sindicais, que acontece hoje, em São Paulo. No 1 º de maio Unificado, foi substituída pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

http://ultimosegundo.ig.com.br/

sábado, 30 de abril de 2011

PRESIDENTE DILMA E A INFLAÇÃO

Em pronunciamento na TV, Dilma promete ‘jogar duro’ contra inflação

Fala da presidente em cadeia nacional foi dedicada ao Dia do Trabalho.
Ela também anunciou programa 'Brasil sem Miséria', contra pobreza extrema.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
PRESIDENTE DILMA 
Durante gravação do pronunciamento sobre
Dia do Trabalho

A presidente Dilma Rousseff afirmou na noite desta sexta (29), em pronunciamento em cadeia nacional de TV dedicado ao Dia do Trabalho, que vai “jogar duro” contra a inflação.  Ela também anunciou que lançará "nas próximas semanas” o programa "Brasil sem Miséria", destinado a erradicar a pobreza extrema, proposta da presidente na campanha eleitoral.
O pronunciamento também seria transmitido em cadeia de rádio, mas, por um "erro técnico", segundo a assessoria da Presidência, foi ao ar uma fala de Dilma de fevereiro, sobre educação.
Na fala oficial, Dilma afirmou que, além de gerar empregos, o governo precisa garantir a estabilidade dos preços.
“Tão importante quanto garantir o emprego é garantir o poder de compra do salário, para que o trabalhador e a trabalhadora possam colocar boa comida na mesa, comprar sua geladeira nova, sua televisão e o seu carrinho. Garantir o poder de compra do salário significa jogar duro contra a inflação”, afirmou.
De acordo com a presidente, o Brasil está preparado para responder às pressões inflacionárias e desafios como escassez de mão de obra e gargalos na infraestrutura.
“Tenha certeza: assim como fomos um dos países que melhor reagiu à crise financeira internacional, estamos preparados para enfrentar pressões inflacionárias que rondam, no momento, a economia mundial.”
A presidente também voltou a dizer que os problemas enfrentados no país hoje são decorrentes do desenvolvimento da economia. “Feliz de um país que tem desafios gerados pelo crescimento, no momento em que grande parte do mundo vive a estagnação e o desemprego. Feliz de um país que está alerta e tem instrumentos para responder, sem titubear, a cada um desses desafios”, disse.
Segundo Dilma, o governo está incentivando o aumento de investimento e a competitividade no setor produtivo, tanto na indústria como no campo. “Estamos atentos aos mínimos detalhes da economia e buscando, na hora certa, soluções para os problemas”, afirmou.

‘Brasil sem Miséria’
A presidente afirmou que o maior desafio do Brasil é acabar com a extrema pobreza e anunciou o nome do programa que terá prioridade nos seus quatro anos de mandato.
“Convoco todos os brasileiros, sem exceção, para vencermos juntos a batalha contra a miséria. Essa á uma grande bandeira do meu governo. Nas próximas semanas, daremos um passo importante para concretizá-la com o lançamento do programa Brasil sem Miséria”, disse.
De acordo com a presidente, o novo projeto vai “articular e integrar novos e antigos programas sociais, ampliar recursos e oportunidades e mobilizar todos os setores da sociedade para a luta decisiva de acabar com a pobreza extrema”.
Dilma afirmou que os principais programas iniciados na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vão parar. “Nossos grandes programas de infraestrutura econômica, como o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], e de infraestrutura social, como o Minha Casa, Minha Vida, seguirão sem interrupções.”

Classe média
No pronunciamento, que durou mais de nove minutos, Dilma também disse que o governo tem compromisso com a classe média.
Segundo ela, ações como o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), que prevê bolsas e financiamento para capacitação profissional, além da oferta de bolsas para jovens de baixa renda em universidades estrangeiras, ajudarão a melhorar a qualidade de vida dos brasileiros de renda média.
“São iniciativas que demonstram o compromisso especial que nosso governo tem com os pobres e com a classe média. Com os pobres, para garantir que subam na vida. Com a classe média, para garantir que seu padrão de vida melhore ainda mais”, disse.

Veja abaixo a íntegra do pronunciamento:

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Mais uma vez o Brasil vai festejar o 1º de Maio da forma como este dia deve ser comemorado: com crescimento do emprego e da renda, com economia sólida, e pleno de esperança no futuro. Isso porque, na medida em que o emprego e o salário aumentam, a desigualdade diminui e o país continua avançando sem retrocessos.
Mesmo os brasileiros que mais precisam de apoio sentem que dias melhores estão chegando. E há motivos concretos para esta esperança porque, no Brasil, estabilidade, crescimento e distribuição de renda, combate à inflação e, principalmente, combate à miséria são, de fato, políticas permanentes; porque, no Brasil, respeito à democracia, aos direitos humanos e às liberdades – entre elas a liberdade sindical – são compromissos sagrados.
No nosso país, a balança da justiça social está mais próxima do seu ponto de equilíbrio, mas os pratos desta balança só estarão plenamente equilibrados quando houver menos peso sobre os pobres e sobre a classe média. Este dia - tenham certeza - nós todos vamos ver chegar. Na verdade, muitas coisas já estamos vendo acontecer.
Com orgulho, nós, brasileiros, já vemos que nosso país se firma não apenas como uma das principais economias do planeta, mas, também, como o criador de um modelo de políticas sociais modernas, que ajuda a consolidar uma das maiores democracias do mundo atual.
Vemos que o Brasil começa a realizar uma parte do grande sonho brasileiro, o sonho dos nossos poetas, pensadores e visionários; o sonho de um país independente, tolerante, fiel aos valores morais e símbolo de trabalho, alegria e fraternidade para o mundo. É hora de ampliarmos este sonho e, para isso, precisamos vencer vários desafios.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
O crescimento traz inúmeros desafios. Um deles é formar mão de obra especializada para suprir a oferta de emprego qualificado. Outro desafio é melhorar a infraestrutura, para que esse crescimento flua mais rapidamente. Um outro é crescer de forma harmônica e sustentável, sem gerar inflação ou outros tipos de desequilíbrio. Mas o maior de todos os desafios é não deixar milhões de brasileiros fora dessa era de prosperidade que se amplia e se consolida.
Feliz de um país que tem desafios gerados pelo crescimento, no momento em que grande parte do mundo vive a estagnação e o desemprego. Feliz de um país que está alerta e tem instrumentos para responder, sem titubear, a cada um desses desafios.
Para ajudar a qualificar nossos jovens e trabalhadores, lançamos ontem o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – o Pronatec – cuja meta é capacitar para o trabalho aproximadamente oito milhões de brasileiros nos próximos quatro anos. Mais que um programa educacional, quero que o Pronatec seja uma usina de oportunidades. Ele vai beneficiar estudantes do ensino médio; vai ajudar trabalhadores desempregados a recomeçarem a vida profissional; e vai abrir as portas do mercado de trabalho para que milhares de brasileiros possam deixar mais rápido o Bolsa Família.
Para isso, entre outras coisas, vamos ampliar a rede federal de educação profissionalizante, criando mais 200 novas escolas técnicas federais, e vamos apoiar fortemente as redes estaduais. Em paralelo, vamos reforçar o Sistema S – por exemplo, as escolas e cursos do Senai e do Senac.
O Pronatec é ferramenta de construção do futuro, mas seus resultados serão percebidos imediatamente.
Vale destacar uma novidade: a partir de agora, as empresas que desejarem, receberão empréstimos do governo, com juros baixos, para custear cursos de formação para seus empregados.
Neste grande esforço de qualificação de mão de obra, vamos também lançar um programa de bolsas para estudantes brasileiros nos exterior. Nossa meta é oferecer, nos próximos quatro anos, pelo menos 75 mil bolsas de estudos, em universidades estrangeiras de qualidade.
São programas que beneficiarão tanto os mais pobres como os filhos da classe média, que cresce vigorosa em nosso país. São iniciativas que demonstram o compromisso especial que nosso governo tem com os pobres e com a classe média. Com os pobres, para garantir que subam na vida; com a classe média, para garantir que seu padrão de vida melhore ainda mais.
Trabalhadoras e trabalhadores,
O crescimento do emprego e da renda é uma realidade concreta nesse novo Brasil que juntos estamos construindo. Estamos criando uma média de 195 mil novos empregos por mês, e a massa de salários teve um ganho real de 6,7% nos últimos 12 meses.
Tão importante quanto garantir o emprego é garantir o poder de compra do salário, para que o trabalhador e a trabalhadora possam colocar boa comida na mesa, comprar sua geladeira nova, sua televisão e o seu carrinho. Garantir o poder de compra do salário significa jogar duro contra a inflação. Esse é um dos fundamentos da nossa política econômica, e dele jamais abriremos mão. Estamos, por exemplo, melhorando a qualidade do gasto público, com o desafio de fazer mais e melhor com menos recursos.
Estamos trabalhando para resolver problemas estruturais como os gargalos de infraestrutura e as distorções no sistema tributário, que aumentam nossos custos de produção.
Estamos também incentivando o aumento de investimento e a competitividade do nosso setor produtivo, tanto da indústria como no campo. Ou seja, estamos atentos aos mínimos detalhes da economia e buscando, na hora certa, soluções para os problemas.
Por isso, tenha a certeza: assim como fomos um dos países que melhor reagiu à crise financeira internacional, estamos preparados para enfrentar as pressões inflacionárias que rondam, no momento, a economia mundial.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Nada vai conseguir deter a marcha harmônica do Brasil para o futuro. Nossos grandes programas de infraestrutura econômica, como o PAC, e de infraestrutura social, como o Minha Casa, Minha Vida, seguirão sem interrupções. Eles serão aperfeiçoados, ampliados e complementados por novos programas, alguns já lançados, outros em fase de lançamento.
Porém, a mais desafiadora meta, que o Brasil ainda está por alcançar, é o fim da miséria, a erradicação da pobreza extrema.
Por isso, neste 1º de Maio, quando renovo o compromisso com vocês, trabalhadores brasileiros, de continuar a política de valorização do salário mínimo e de manter e ampliar suas conquistas trabalhistas, digo também que é a hora de olharmos com um carinho todo especial para nossos irmãos que ainda não entraram no mercado de trabalho.
Convoco todos os brasileiros, sem exceção, para vencermos juntos a batalha contra a miséria. Essa é uma grande bandeira do meu governo. Nas próximas semanas, daremos um passo importante para concretizá-la com o lançamento do programa Brasil sem Miséria. Ele vai articular e integrar novos e antigos programas sociais, ampliar recursos e oportunidades e, muito especialmente, mobilizar todos os setores da sociedade para a luta decisiva de acabar com a pobreza extrema em nosso país.
O Brasil já é um país grande, de povo forte e economia pujante, mas só seremos um país verdadeiramente rico e feliz quando formos um país sem pobreza com as famílias podendo subir na vida. "
O Brasil vai realizar esse grande sonho coletivo e ele vai concretizar os sonhos de milhões de brasileiros que ainda esperam por uma chance na margem do caminho. Essa estrada é de todos e vamos trilhá-la bem juntos.
Viva o 1º de Maio! Viva o trabalho! Viva o trabalhador brasileiro!"

quarta-feira, 13 de abril de 2011

ERA UMA VEZ... DILMA E O DRAÇÃO

O Brasil e a China fecharam cerca de 20 acordos de cooperação durante visita da presidente, Dilma Rousseff, ao país asiático, disse a agência de notícias chinesa Xinhua. O presidente chinês, Hu Jintao, e a presidente brasileira assinaram um comunicado conjunto, após se reunirem na tarde de ontem (horário local), em Pequim, no qual afirmaram que os dois países continuarão a promover a cooperação comercial e de investimento
Os dois países assinaram uma série de documentos de cooperação, incluindo os setores de alta tecnologia, energia, aviação, educação e agricultura. A agência de notícias não especificou, no entanto, o valor exato dos acordos.
Entre os documentos assinados, está um Memorando de Entendimento sobre algumas questões, incluindo o estabelecimento de um centro de pesquisa e inovação sino-brasileiro de nanotecnologia. Os dois países planejam desenvolver também uma cooperação em tecnologia de bambu, recursos hídricos, esportes, agricultura e educação.
Nos termos da cooperação entre as organizações e empresas dos dois países, a China e o Brasil anunciaram 13 acordos relevantes nos campos de mídia, educação e aviação, entre outros.
No Grande Palácio do Povo, em Pequim, durante cerimônia ofical, a presidenta Dilma Rousseff passa em revista à tropa da guarda de honra, ao lado do presidente da República Popular China, Hu Jintao
Os dois países assinaram uma série de documentos de cooperação, incluindo os setores de alta tecnologia, energia, aviação, educação e agricultura. A agência de notícias não especificou, no entanto, o valor exato dos acordos.
Entre os documentos assinados, está um Memorando de Entendimento sobre algumas questões, incluindo o estabelecimento de um centro de pesquisa e inovação sino-brasileiro de nanotecnologia. Os dois países planejam desenvolver também uma cooperação em tecnologia de bambu, recursos hídricos, esportes, agricultura e educação.
Nos termos da cooperação entre as organizações e empresas dos dois países, a China e o Brasil anunciaram 13 acordos relevantes nos campos de mídia, educação e aviação, entre outros.
Falando de forma positiva sobre as conquistas que o Brasil e a China fizeram na cooperação comercial e econômica, o comunicado conjunto destaca que os dois países estão satisfeitos com o rápido crescimento do comércio e dos investimentos bilaterais.
A China vai incentivar as empresas a aumentarem as importações de produtos de alto valor agregado do Brasil. O Brasil reafirmou, por sua vez, que irá rapidamente tratar do seu compromisso de reconhecer a China como economia de mercado, de acordo com os termos da ação conjunta dos dois países, segundo o comunicado.
O dois líderes também apelaram para que a Rodada de Doha produza resultados abrangentes e equilibrados a fim de resolver os problemas dos países menores do mundo desenvolvido, disse a Xinhua.
Os dois países concordaram em cooperar mais estreitamente na reforma dos sistemas monetário e financeiro internacionais no âmbito da estrutura do G-20, e pediram uma ampliação da supervisão a fim de evitar novas crises, enquanto trabalham em direção à recuperação econômica global, destacou a agência.
O vice-premiê chinês, Wang Qishan, disse, num seminário fechado entre empresários da China e do Brasil, que o gigante asiático deseja trabalhar com o País para impulsionar a cooperação entre as empresas chinesas e brasileiras.
No seu discurso, Wang ressaltou a cooperação efetiva entre China e Brasil em áreas como energia, recursos naturais, finanças, agricultura, ciência e infraestrutura. Dilma, que também participou do seminário, afirmou que o Brasil atribuía grande importância à parceria estratégica bilateral e tinha feito esforços ativos para reforçar a cooperação pragmática entre os dois países.
Wang pediu também que ambos os países implementem seriamente um plano de ação conjunta e usem a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN), como uma plataforma para criar bons ambientes de negócios para as empresas das duas nações.

Chineses podem fazer Ipad no Brasil

A presidente Dilma Rousseff aponto o acordo selado com a China na area de tecnologia como a mais importante conquista da visita à China. As empresas Foxxconn, Huawei e ZTE vão investir no Brasil, sendo o acordo com a ZTE na faixa de US$ 250 milhões, em Hortolândia (SP), e o com a Foxxconn na ordem de US$ 12 bilhões. “Desses acordos, há uma parte que é nossa: a de agregar  valor aos produtos”, acrescentou.
A Foxconn fabrica componentes eletrônicos, inclusive para a Apple. A empresa, de capital taiwanês, fabrica produtos da Apple em regime de terceirização na China, pretende construir uma fábrica de displays digitais utilizados em tablets, celulares, TVs e laptops, no que seria um dos maiores projetos já desenvolvidos por uma companhia estrangeira no País.
Dilma ainda destacou a importância dos acordos na área de exportação tradicional, com a introdução da carne suína, e o acerto de licenças de 35 aviões da Embraer - os dez licenciados em janeiro deste ano, mais dez para a companhia Southern Airlines, e outros 15 para a Hebei Airlines. A avaliação dos encontros estabelecidos na China foi positiva.
“Deixamos muito estabelecida nessa parceria estratégica entre o Brasil e a China a necessidade que nós temos de ir além da complementaridade entre as duas economias”, afirmou. Dilma explicou que, em termos de commodities, o Brasil tem grande competitividade, mas a intenção é que a área de recursos deve ser “objeto de uma agregação de valor, e a partir daí as relações comerciais serem estabelecidas”.
Dilma salientou as palavras de sua contraparte chinesa, Hu Jintao, que enfatizou a necessidade de os dois lados manterem uma estratégia de aproximação sistemática, como a anunciada nova reunião de reitores de ambos os lados, o envio de estudantes brasileiros para a China, o intercâmbio sistemático entre diferentes esferas de governo dos países e a relação entre empresários, cooperação econômica e comercial baseada na agregação de valor e a necessidade de essa cooperação levar a relações equilibradas.
“Sabemos que o Brasil tem um superávit em relação à China, mas temos a clareza de que queremos um superávit de outra qualidade, não só baseado em produtos de commodities”, acrescentou Dilma. A presidente anunciou a ida de uma missão chinesa de compra em maio ao Brasil para avaliar as oportunidades de importação em setores manufatureiros e fazer com que de fato o relacionamento entre os dois países tenha mais densidade econômica.
Motivo pelo qual o Brasil permanece pouco competitivo na arena internacional de exportações, as taxas de juros foram foco também das discussões. Dilma disse que o governo está ciente de que o Brasil opera com taxas de juros mais altas que os demais países, mas prometeu que medidas serão tomadas para contornar o problema. “Num horizonte de quatro anos será possível derrubar a taxa de juros. Esse é o grande desafio que o Brasil vai ter de enfrentar.”
Dilma destacou as posições a respeito da reforma do sistema financeiro internacional, em que os cinco países do Bric irão insistir na expansão da governância do FMI e do Banco Mundial para além de um rodízio entre EUA e Europa. “Nós não temos nada contra os dois; achamos que eles têm técnicos de excelente qualidade. Agora achamos também que nós temos técnicos de excelente qualidade. E não existe por quê, dado a correlação de forças na área econômica no mundo, que sejamos sistematicamente excluídos”.
A presidente destacou também a necessidade de uma discussão pela maior estabilidade financeira, “porque hoje estamos assistindo a um processo pelo qual a disponibilidade de uma grande liquidez provoca processos de valorização de moedas extremamente instáveis”.

Dilma admite reajustar taxa de juros no país

PEQUIM - A presidente Dilma Rousseff pretende “derrubar” o juro ao longo de seu governo, para torná-lo compatível com a taxa internacional. “Não vou derrubar depois de amanhã. Estou dizendo que é num horizonte de quatro anos. É possível, sim, perfeitamente. Esse é o desafio que o Brasil vai ter de enfrentar, pelo menos desta vez”, afirmou a presidenta, durante visita a China
A declaração de Dilma foi ao término de um dia (ontem) repleto de compromissos entre ela e o presidente da China, Hu Jintao. Em rápida entrevista, a presidente admitiu que o câmbio no Brasil ainda é motivo de “grande preocupação”.
“Nós temos tomado todas as medidas num quadro em que a política cambial é de câmbio flexível. Todos nós sabemos, perfeitamente, o porquê nós estamos (fazendo isso). Vai desde a política de ajuste dos países desenvolvidos até o fato de que o Brasil ainda opera com taxa de juro mais elevada que o resto do mundo”, argumentou a presidente. “Não é uma situação que nós resolvamos por decreto.”
Dilma afirmou, ainda, que o governo está “consciente, alerta e tomando todas as medidas necessárias para que isso não se transforme em problema maior do que já é.”
Ao ser questionada sobre as reclamações de empresários brasileiros, que dizem ter dificuldade de exportar seus produtos para a China, justamente por causa do câmbio, a presidente disse que hoje o mundo assiste a um processo pelo qual a disponibilidade de grande liquidez provoca processos “extremamente instáveis” de valorização de moedas.

Publicada na Tribuna do Norte.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

OS TUCANOS ESTÃO VIRANDO BEIJA-FLOR?


Dilma Dilma e FHC no jantar com Barack Obama no Itamaraty (Foto: Beto Barata/Agência Estado)e FHC no jantar com Barack Obama no Itamaraty (Foto: Beto Barata/Agência Estado)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avalia que, nestes primeiros cem dias do governo Dilma Rousseff, o que mais se notou foi a substitutição do estilo “popular-tonitruante” de Luiz Inácio Lula da Silva pela fala “tecnocrática-comedida” da atual presidenta.
Na entrevista abaixo ao Poder Online, feita por email, FHC afirma que Dilma Rousseff, nestes cem dias, abandonou sua imagem antiga, “carrancuda e autoritária”,  e adotou o estilo de uma “senhora quase bonachona, embora cortante quando necessário”.
Fernando Henrique mostra simpatia pela atual presidenta, e o mesmo mal estar dos últimos anos com Lula.
Dito isto, o ex-presidente tucano propõe: a oposição a Dilma Rousseff deve ser menos agressiva, “o que ajudará a melhorar nossos costumes políticos”.
Poder Online – Qual sua avaliação sobre estes  primeiros cem dias do governo Dilma Rousseff?
Fernando Henrique Cardoso - É difícil julgar um governo pelos cem primeiros dias, pois a opinião pode ser mero preconceito ou, ao contrário, uma visão que se pensa que é objetiva mas pode ser precipitada. Talvez se possa falar mais apropriadamente do “estilo de governar” do que das políticas do governo. Neste sentido, o contraste entre  o estilo “popular-tonitruante” de Lula e a fala tecnocrática-comedida de Dilma seja o que mais se nota.

Poder Online – E como o senhor classificaria o estilo Dilma?
Fernando Henrique Cardoso - Vê-se que a presidente entendeu que no mundo contemporâneo a imagem conta muito: apresenta-se elegante e sorridente, não se poupando de posar para os fotógrafos. E no lugar da carrancuda e autoritária Dilma aparece uma senhora quase bonachona, embora cortante quando necessário.
Poder Online – Esse estilo é melhor ou pior do que o do ex-presidente Lula?
Fernando Henrique Cardoso – Como o país, ou melhor as elites atentas à mídia pareciam cansadas do estilo anterior, a sensação é de “normalidade”, quase alívio: menos piruetas verbais, menos escorregões retóricos que levam a opiniões superficiais e mesmo absurdas, do que as que ouvíamos no passado recente. Mas atenção: estilo não quer dizer substância das políticas. O caso da Vale mostra que continua a tendência à ingerência do governo em matéria econômica que não lhe diz respeito. E a proclamada austeridade fiscal se choca com a continuidade de transferências de recursos do Tesouro (na verdade empréstimo tomados no mercado) para o BNDES subsidiar as “empresas vencedoras”, escolhidas pelo governo para serem as condutoras do crescimento econômico.
Poder Online – Como foi o seu encontro com ela durante aquele almoço com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama?
Fernando Henrique Cardoso – Meu encontro com a presidente no almoço do Obama, assim como o encontro anterior em uma homenagem ao jornal Folha de S.Paulo, foi simpático e atencioso. Pessoalmente só recebi gentilezas de alguém que durante o passado teve apenas encontros breves comigo e não amizade. Já o Lula …
Poder Online – E a oposição à Dilma? Deve ser diferente da oposição feita ao ex-presidente Lula?
Fernando Henrique Cardoso – Talvez ela requeira menos agressividade, posto que no governo anterior o PSDB foi definido como “inimigo”, e eu como a personificação do diabo. Menor agressividade não quer dizer menos clareza na crítica, quando for o caso, mas talvez seja possível dizer com maior objetividade no que e por qual motivo discordamos, o que ajudará a melhorar nossos costumes políticos e a permitir que as pessoas conheçam melhor a razão pela qual apóiam ou discordam de tal ou qual decisão do governo.

colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/04/11/

 

sábado, 9 de abril de 2011

O que ela tem?




Por GUSTAVO URIBE, estadao.com.br, Atualizado: 9/4/2011 10:01
estadao.com.br (Grupo Estado - Copyright 1995-2010 - Todos os direitos reservados.)
100 dias: Dilma manteve diálogo

Em meio à crise na votação do salário mínimo, o primeiro embate enfrentado pela presidente Dilma Rousseff com o Congresso Nacional, nos 100 primeiros dias de sua gestão, a petista teve a oportunidade de escalar a tropa de choque governista e cobrar das siglas aliadas fidelidade à posição do governo federal. O esforço e a firmeza demonstrados por ela nesta primeira grande batalha com o parlamento, na avaliação de cientistas políticos ouvidos pela Agência Estado, deu mostras de como será a relação da presidente com o Congresso Nacional daqui para frente. Ela deve manter diálogo permanente com o Senado Federal e com a Câmara dos Deputados e deve condicionar espaço em sua administração ao apoio das siglas às propostas do governo federal.
Na avaliação dos especialistas, a presidente foi bem-sucedida em sua primeira celeuma com o Congresso. De acordo com eles, ela conseguiu pacificar as bancadas aliadas e foi habilidosa ao esperar a votação de projetos de interesse do governo federal para iniciar a indicação do segundo escalação. 'Ela fechou a porteira até que os projetos fossem votados', ressaltou o professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marco Antonio Carvalho Teixeira, segundo quem, neste ponto, a atuação da presidente se diferenciou da observada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 'Até o presente momento, ela foi bastante habilidosa, não negociou espaço antes que a base governista votasse os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e conseguiu manter uma coesão.'
O especialista da FGV lembrou ainda que a presidente conseguiu contornar a crise deflagrada entre o Palácio do Planalto e o PDT, por conta de dissidências na votação da proposta de R$ 545 para o salário mínimo. 'A sensação que ficou é de que ou faz parte da base ou não faz parte da base.' No episódio, o PDT não foi convidado a participar da reunião com líderes da base aliada, o que deu margem a especulações sobre a permanência no cargo do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O professor ressaltou que divergências desse tipo acontecem quando não se tem uma base de sustentação coesa. 'Por maior que ela seja, é uma base de sustentação muito calcada nos espaços que cada partido tem.'
A avaliação é semelhante à feita pelo cientista político Humberto Dantas, consultor da ONG Voto Consciente. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de acordo com Dantas, a base governista é pautada por aspectos que não necessariamente condizem com princípios programáticos, criando uma espécie de governabilidade pragmática. 'É o apoio pela possibilidade de governar, desde que sejam oferecidas vantagens.' A manutenção de um diálogo permanente com o Congresso Nacional, à que a presidente vem dedicando atenção especial, é, na avaliação do analista, recorrente desde o impeachment de Fernando Collor de Mello. O ex-presidente não manteve um grande canal de diálogo com os parlamentares. 'As negociações com o Congresso Nacional seguem parecidas, com a necessidade de negociações permanentes.'
O consultor da ONG Voto Consciente destacou ainda que, na relação com o Senado Federal, a presidente leva vantagem em relação ao seu antecessor. A atual configuração da Casa, segundo Dantas, é 'mais dócil' com o governo federal do que a da legislatura passada. 'O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou muito na campanha ao Senado Federal e conseguiu um apoio maior', disse. Na atual legislatura, o número de senadores do PT quase dobrou, de 8 para 14 parlamentares, e o total de senadores do PSDB, principal sigla da oposição, caiu de 16 para 10 parlamentares. 'Ela não deve encontrar tanta resistência no Senado Federal, onde o ex-presidente teve de dialogar mais.'
fotos retirada da internet e  montagem mulheres.compolitica

segunda-feira, 21 de março de 2011

Momento Retrô II


                                 Recordar é viver... animais de estimação???
                                o coelhinho malvado,
                                o cãozinho demo, 
                                a borboleta inseto perigoso e
                                a rosa só Dilma não sabe que essa rosa tem espinho