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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Livre Arbítrio

O Livre Arbítrio       

 Um tema  interessante, exposto logo no ínício do texto, em uma pequena frase que sintetiza bem a idéia do livre arbítrio:
"Vede que ponho diante de vós, hoje, a benção e a maldição.”
                                                                                   Deuteronômio 11:26

É preciso entender que a cada momento, a cada situação de vida, estamos fazendo escolhas. Embora possam parecer muito distintas, o que você está escolhendo, acima de tudo, é a maneira pela qual observa a sua realidade. O que você prefere: Enxergar pela ótica limitada da mente ou através de uma visão muito mais abrangente, do ser em harmonia com o todo?

Nesta semana observamos mais atentamente cada escolha que fazemos: a escolha de companhias, das palavras que verbalizamos e ouvimos, dos livros que lemos, do canal de televisão que assistimos, e, principalmente, de estar ou não  "presentes".

Desta forma poderemos entender quem escreve a nossa história.
[]s Ian Mecler.

domingo, 1 de maio de 2011

“Ser espírita no início do século XX não era fácil”

Publicação: 01 de Maio de 2011 às 00:00

A Federação Espírita do Rio Grande do Norte completou 85 anos esta semana e depois de um início cheio de dificuldades e preconceitos, a sociedade hoje conhece e aprova a atuação da instituição e a própria doutrina espírita com mais facilidade. O presidente da FERN, Eden Lemos, acredita que a disseminação do pensamento espírita ao longo dos anos encontrou eco na sociedade, principalmente por defender o bem e caridade, estimulando as pessoas a amarem o próximo. E isso fez com que aos poucos as barreiras fossem sendo superadas. Nesta entrevista, Eden Lemos faz uma avaliação da atuação da FERN, além de detalhar como é desenvolvido o trabalho voluntário junto com as instituição parceiras espalhadas por todo o Estado.  
júnior santos







As temáticas espíritas estão mais presentes no cotidiano das pessoas das mais variadas classes sociais do nosso país
Que avaliação o senhor faz desses 85 anos de Federação Espírita no Rio Grande do Norte
A avaliação que faço é muito boa. A Federação Espírita do RN (FERN), ao longo destes 85 anos, vem promovendo a difusão do pensamento de Jesus, à luz do espiritismo, contribuindo para a construção da paz, da valorização da vida e estimulando a todos, que venham a conhecer a mensagem espírita em nosso estado, que se tornem um Ser Humano cada dia mais atuante na construção da caridade, do bem, na sociedade Potiguar.

Como foi o começo de tudo? Com a Doutrina menos divulgada as pessoas tinham preconceito?
O início de tudo, 29 de abril de 1926, como a maioria das construções humanas, foi desafiador. Ser espírita no início do século XX não era fácil. O preconceito social era muito grande, ao ponto de alguns cidadãos natalenses nem pisarem na calçada da federação quando passavam pelo prédio antigo. Mas o ideal dos pioneiros daquela época foi vital para que pudéssemos hoje avançar e termos alcançado o reconhecimento do nosso direito de ser espírita e atuarmos na sociedade como participantes importantes no enfrentamento dos desafios sociais da atualidade em Natal e no Brasil.

O senhor acredita que o trabalho desenvolvido por vocês é mais bem aceito hoje em dia? Como podemos mensurar isso?
Podemos afirmar sem dúvidas que o trabalho do espiritismo no Brasil e no RN é muito bem aceito na atualidade, em nossa sociedade. As evidências são concretas em várias dimensões. Poderíamos iniciar pelas obras de assistência e promoção social que se espalham pelo Brasil afora e que tem o reconhecimento do poder público, de várias instâncias do poder privado e dos próprios cidadãos, que assistidos ou não, reconhecem publicamente este esforço contínuo que o nosso movimento espírita realiza para a população brasileira.

Além desta dimensão poderemos constatar que a frequência nas instituições espíritas pelo Brasil afora, e no RN, tem crescido, mesmo que não realizemos um convite enfático para que as pessoas frequentem as nossas casas espíritas. Esta busca é espontânea nas pessoas.
Poderíamos nos reportar a outra evidência muito significativa, a de como as temáticas, conceitos e ensinamentos espíritas, hoje, estão mais presentes no cotidiano das pessoas das mais variadas classes sociais do nosso país. A televisão, o cinema, os jornais, as revistas e o próprio vocabulário da população brasileira já assimilaram conceitos espíritas como o de Reencarnação, Mediunidade, Caridade, dentre outros, como algo comum. Nós poderíamos citar outras evidências do quanto esta realidade mudou para melhor, mas estas são bem consistentes.

O trabalho da Federação se restringe ao aspecto religioso ou vocês também desenvolvem trabalhos beneficentes? E se desenvolvem, fale um pouco sobre esses trabalhos.
A FERN realiza um trabalho cada vez mais amplo na sociedade potiguar. Não só na dimensão da assistência e promoção social, mas também nos esforços dentro dos próprios movimentos da sociedade civil. Seja integrando movimentos em defesa da vida, da construção da paz, no trabalho da educação pública, dentre outros. A ação da nossa federativa estadual hora é direta, hora é indireta. Quando atua diretamente, a sua diretoria se faz representar em várias situações a que é chamada a opinar, a participar em Natal e no RN. Indiretamente quando proporciona a formação dos trabalhadores espíritas para atuarem nas instituições espírita nas variadas tarefas que as mesmas realizam para atender os seres humanos que buscam o apoio do bem no espiritismo.

A que o senhor atribui esse maior interesse das pessoas pela Doutrina Espírita?
Atribuo ao resultado da própria difusão do pensamento espírita que temos realizado ao longo destes 85 anos no RN e a mais de um século no Brasil. À medida que as pessoas se esclarecem sobre o que é o espiritismo e do quanto este conhecimento amplia a sua compreensão sobre o que é a vida, de onde vinhemos antes do nascimento e para onde iremos após o fenômeno da morte, elas redescobrem o sentido mais profundo do que é existir! A medida que o espiritismo seja melhor compreendido, melhor as pessoas se sentirão na sua própria vida. Mesmo que não venham a se tornar espíritas.

Quais são as dificuldades que a Federação enfrenta hoje? De que a instituição sobrevive?
As maiores dificuldades que temos se referem ao pequeno número de trabalhadores espíritas para atender às demandas das várias instituições espíritas do RN. Isto porque o nosso trabalho é completamente voluntário, sem nenhum tipo de remuneração. Logo, temos que atender às atividades das casas espíritas depois que cumprimos a nossa jornada de trabalho, sempre em mais um turno de dedicação a Jesus. Outro aspecto que limita muito as nossas ações é que os recursos que utilizamos para a realização das nossas atividades são oriundos das contribuições dos sócios que integram as nossas próprias instituições. A limitação de recursos nos estimula a racionalizar ao extremo o uso destes durante as nossas realizações. No entanto, mesmo com esta limitação, temos conseguido avançar em alguns situações. Poderíamos citar as parcerias que algumas instituições tem conseguido fazer com o poder público e/ou privado para a viabilização de algumas obras de assistência e promoção social, mesmo que em alguns momentos encontremos algumas dificuldades de conretizar estas parcerias. As instituições espíritas no Brasil e no mundo sobrevivem, na maioria esmagadora das contribuições dos seus associados.

Quais as metas para o futuro?
As nossas metas para o futuro são as mesmas do presente, ou seja, continuar servindo ao próximo em nome de Jesus, nosso irmão maior, e de Deus, nosso Pai. Procurando fazer como o Bom Samaritano da parábola de Jesus, de uma maneira revolucionária, em que a ação da caridade esteja pautada no prazer em servir ao outro, sem exigência alguma de que o próximo nos retribua alguma coisa em troca do que fizemos. 
TRIBUNA DO NORTE. 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Como o monge pode ajudar os médicos

No Brasil, o budista Bhante Yogavacara Rahula defende a ideia de que a meditação pode ajudar a tratar doenças. Os médicos brasileiros concordam
Aretha Yarak

O monge budista Bhante Yogavacara Rahula está no Brasil para participar de retiros espirituais e ensinar técnicas da meditação (Divulgação)
Nesta semana, o respeitado Hospital das Clínicas de São Paulo – uma das maiores instituições de saúde do país, referência em pesquisa médica – abriu suas portas para uma visita inusitada e inédita: um monge budista, Bhante Yogavacara Rahula. A convite do ortopedista Rafael Ortiz, professor do Faculdade de Medicina da USP, o americano fez uma palestra a médicos e demais interessados nos benefícios da meditação à saúde, especialmente em casos de depressão, pressão alta, câncer e doenças psicossomáticas. Ex-combatente da Guerra do Vietnã, monge Bhante descobriu na Ásia, após desligar-se das Forças Armadas americanas, o budismo, que o levou a renunciar à vida laica e ordenar-se monge, em 1975. Ali, começaria a aprender as lições que quer ensinar aos médicos.
"Acredito que a meditação é mais uma forma de prevenção do que de cura", diz Bhante. Da meditação, prática essencial da filosofia budista, tirou o que prega serem as lições efetivas de cuidados com a saúde e prevenção de doenças. Surpreso, constata que é o Ocidente, reino da razão e da ciência, o território em que mais cresce o interesse pela meditação aplicada à saúde. "Nessa porção do mundo, as pessoas têm o costume de tratar seus problemas a partir dos sintomas. É como olhar de fora para dentro", diz. "Ao contrário disso, deveríamos nos esforçar para sintonizar mente e corpo, para perceber os sinais que o organismo nos envia. Isso se faz por meio da meditação."

Rafael Ortiz, do HC de São Paulo

A prática é especialmente indicada para combater os problemas recorrentes da vida nas grandes cidades. O monge gosta de contar, por exemplo, a história, quase transformada em parábola, de um grande executivo tratado por ele que sofria de terríveis enxaquecas. Depois de recorrer, sem sucesso, a diversos tratamentos da tradicional medicina ocidental, enfim curvou-se à meditação. O executivo livrou-se da dor de cabeça, garante o monge. "Aquele executivo conseguiu restabelecer a conexão entre mente e corpo e entender os sinais que vinham de seu organismo: stress e ansiedade eram os seus inimigos. Faltava-lhe viver o presente, desgarrando da angústia do controle do passado e do futuro", diz Bhante. "A meditação não vai tratar todos os problemas físicos, mas é importante entender que existem muitos problemas que se originam na mente." É o que a ciência ocidental chamaria de efeito psicossomático.
Não é preciso acreditar em tudo o que o religioso diz. Mas é importante saber que ele não prega no deserto. A palestra realizada no teatro do HC de São Paulo estava lotada de médicos de diversas especialidades. A audiência se explica. A prática da meditação vem se tornando mais e mais reconhecida como recurso terapêutico auxiliar a uma série de tratamentos convencionais. A ciência revela por quê. "Os exames de ressonância magnética e tomografias identificam as mudanças de padrão de funcionamento em áreas cerebrais quando se pratica a meditação", diz Ortiz, o ortopedista. Regiões relacionadas à felicidade passam a ser ativadas, enquanto aquelas ligadas à fuga e à luta – reações ao stress – deixam de serem ativadas. "Isso tem reflexo direto na maneira como o organismo mantém seu equilíbrio interno."
Marcelo Saad, fisiatra e acupunturista do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que as doses extras de hormônios liberadas em situações de stress são extremamente desgastantes ao organismo: aumentam a frequência cardíaca e desequilibram os níveis de glicose e do sistema imunológico. "Quando a rotina diária, o trânsito ou mesmo o chefe passam a ser vistos como elementos desagradáveis em nossas vidas, há um desgaste precoce do organismo", diz Saad. "A meditação possibilita um restabelecimento do equilíbrio da atividade cerebral e, consequentemente, do organismo."
O próprio hospital Albert Einstein realiza pesquisas para aprofundar o conhecimento na área. E a meditação já é prática oferecida a pacientes do setor de oncologia. Os resultados são positivos, segundo o cirurgião Paulo de Tarso Lima, responsável pela Área de Medicina Integrativa do Centro de Oncologia e Hematologia do Einstein. Na visão dele, com a prática, os pacientes desenvolvem a capacidade de lidar com a dura tarefa de combater a doença e ao mesmo tempo dar continuidade à rotina. "É como se o paciente se religasse ao seu presente, o que inclui seu trabalho, sua família e tudo que continua à sua volta, a despeito da doença", diz Tarso Lima.

Jupiterimages/Thinkstock

Recurso terapêutico: pesquisas científicas confirmam benefícios da meditação à saúde
Os esforços científicos para determinar os benefícios da meditação à saúde estão centrados em cinco áreas: distúrbios do sono, dor, pressão sanguínea, câncer e aids. Nos pacientes com aids, por exemplo, pesquisas realizadas pela Universidade da Califórnia e pela Universidade de Emory mostram que uma redução na tensão emocional corresponde ao fortalecimento do sistema imunológico. Isso é o suficiente para que os linfócitos CD-4 (células de defesa atacadas pelo vírus HIV) não sucumbam a infecções típicas da doença.
Desde 2006, o Ministério da Saúde oferece pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sessões de meditação na rede pública nacional pela Política de Práticas Integrativas e Complementares. Só em 2010, foram 580.000 sessões. É provável que um bom número de pessoas atendidas no serviço, além de outras tantas que o fazem no âmbito privado, procurem atingir o estado emocional que o monge promete por meio da meditação. "Uma existência simples, com pensamentos positivos." Se a prática oriental ajudar nesse processo, terá feito muito pela saúde.


Grato pela atenção Francisco Genuino Terapeuta Holistico - CRT 41344 Coaching,PNL,Hipnose - atendimento personalizado HTTP://fg-selfcoaching.blogspot.com HTTP://des-obesidade.blogspot.com